Resultado da seleção dos trabalhos submetidos aos GTs do II ENALES

Resultado da seleção dos trabalhos submetidos aos GTs do II ENALES

É com grande satisfação que divulgamos os trabalhos  selecionados para o II ENALES.

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GT 1. Relatos de Experiências em Ensino de Ciências Sociais

Título do trabalho – Relatos de experiências estudantis em defesa da importância da Sociologia no Ensino Médio.

Autor: Bruna Tupiniquim Marques

Horário de Apresentação: 13h:00min às 13h:15min

Resumo

Este artigo é o recorte de um trabalho maior que procura protagonizar a perspectiva dos estudantes através dos seus relatos sobre a importância da disciplina sociologia no ensino básico. Esta pesquisa visa apreender e demonstrar a realidade vivida no ambiente escolar do ensino básico da rede pública, expondo o que tange o ensino da matéria sociologia no colegial, apresentando a forma como os estudantes se apropriam das Ciências Sociais atualmente. Teve-se como fio condutor de pesquisa chegar o mais próximo da perspectiva estudantil com o objetivo de colaborar para a reflexão sobre a importância da permanência da disciplina sociologia na grade curricular do ensino médio de forma obrigatória. Apresentaremos aqui as críticas mais recorrentes que sofre a disciplina, entre posicionamentos a favor e contrários, objetivamente na perspectiva discente. Com o intuito de apresentar um novo olhar e perspectivas daqueles que entraram em contato com a disciplina no colégio durante os três anos letivos do ensino médio. Queremos saber de que forma os estudantes se apropriaram da sociologia, se consideram necessária e para que exatamente. Utilizamos para isto, a junção das metodologias quantitativas e qualitativas na pesquisa através de um estudo de caso em um colégio localizado em Lauro de Freitas na Bahia, no período de um ano letivo. Fazendo utilização de ferramentas como aplicação de questionários, rodas de conversas, interação professor (a) e alunos. Compreendemos que as Ciências Sociais contribui para ajudar a desenvolver mentalmente nos jovens e adultos pessoas mais críticas, mais politizadas, tornando-as mais envolvidas conscientemente e comprometidas com a realidade em que vive. Logo, ao compreender seu entorno, enxergam-se mais preparados para modificar sua realidade social. A presença da Sociologia no currículo do ensino médio tem provocado muita discussão, mas entendemos que a Sociologia pode contribuir para a formação do jovem: quer aproximando esse jovem de uma analise da realidade de forma especial que a Sociologia oferece, quer sistematizando os debates em torno de temas de importância dados pela tradição ou pela contemporaneidade. A Sociologia como espaço de realização das Ciências Sociais na escola média, pode oferecer ao aluno, informações próprias do campo dessas ciências, resultados das pesquisas as mais diversas, que acabam modificando as concepções de mundo, a economia, a politica, a sociedade e o outro, isto é, o diferente. Contudo, o mais importante para essa pesquisa é compreender de que forma os estudantes finalmente reconhecem essa matéria no ensino médio utilizando seus próprios relatos.

Palavras-Chave

Relatos Estudantis; Sociologia; Ensino Médio.

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Título do trabalho – Sociologia no Ensino Médio: A recepção do corpo discente diante do conteúdo ministrado.

Autor: Francymáikel Alves de Oliveira Costa

Horário de Apresentação: 13h:16min às 13h:30min

Resumo

O presente relato partilha a experiência sobre a recepção e resposta do corpo discente do ensino médio de escolas particulares e de escolas públicas de cidades alagoanas diante do conteúdo ministrado da disciplina curricular Sociologia. A presente exposição tem por objetivo revelar as divergências entre as recepções dos discentes das escolas públicas e discentes das escolas particulares. As cidades escolhidas foram: Maceió, Rio Largo, Santana do Ipanema e Murici. O período analisado deste trabalho foi entre Outubro de 2012 a Outubro de 2013. Apresentamos três temas abordados, a saber: Política econômica neoliberal; Programas e políticas públicas sociais; e Conteúdos informativos midiáticos das redes sociais. Os colégios particulares estudados foram: Colégio Elite (2012) localizado no bairro da Serraria; Colégio Agunus dei (2012) localizado na cidade de Rio Largo; Colégio SEB COC (2013), localizado no bairro da ponta verde. Os colégios públicos analisados foram: Escola Onélia Campelo (2013), no bairro Cidade Universitária; Instituto Federal de Alagoas, campus Santana do Ipanema (2013); Instituto Federal de Alagoas, campus Murici (2013); Utilizamos como suporte teórico a abordagem sobre a educação de Pierre Bourdieu em que demonstra a presença da violência simbólica presente na instituição escolar. Dentro de uma perspectiva metodológica interpretamos que a experiência adquirida em sala de aula ao longo desses anos se assemelha a um Estudo de Campo, pois este enaltece a necessidade do pesquisador ter tido uma experiência direta com seu universo de estudo. Nesse tipo de pesquisa há necessidade do pesquisador está continuamente com seu objeto de pesquisa e nesse caso a relação contundente entre professor e aluno permite isso.

Palavras-Chave: Conteúdo ministrado; Escola Pública; Escola Particular; Violência Simbólica.

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Título do trabalho – O texto como registro das experiências pessoais na disciplina de sociologia no ensino médio

Autor: Genilda Menezes da Costa

Horário de Apresentação: 13h:31min às 13h:45min

Resumo

A comunicação é uma necessidade da natureza humana, ela acontece por diversas formas e em diferentes linguagens – escrita, gráfica, artística… Os textos cercam as instituições educacionais, também são utilizados em todas as disciplinas do ensino médio. O texto escrito facilita a comunicação de todos os componentes que fazem parte de uma escola, basta olharmos para o seu interior: existem textos de todos os tipos e espalhados por todos os arredores, nos murais, nos corredores, na biblioteca, na direção, na coordenação, etc., uns com funções mais simples, em relação ao cotidiano, outros com funções mais complexas. Escrever bem também é escrever com funcionalidade.

Palavras-Chave: Comunicação, Texto, Escrita, Registro.

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Título do trabalho – Dublado ou legendado? Reflexões sobre a exibição de filmes na sala de aula

Autor: Amaro Xavier Braga Junior

Horário de Apresentação: 13h:46min às 14h:00min

Resumo

O trabalho se constitui de um ensaio que toma como base um relato da própria experiência docente na exibição de filmes na sala de aula durante as aulas de sociologia. Trata-se de uma reflexão crítica sobre o procedimento didático de exibição de filmes na sala de aula. Particularmente nas consequências (aos moldes das funções latentes) do tipo de exibição fílmica: legendada ou dublada. Refuto as principais considerações do senso comum como o discurso da dublagem ruim, ou de seu consumo por incultos, apresentando dados estatísticos de outros cenários internacionais, em torno tanto de um quanto do outro procedimento problematizando aspectos tais como a diminuição da oferta de empregos na sociedade, propagação das ações de globalização e dominação cultural (ao legitimar a circulação da língua inglesa e da cultura estadunidense como ideal de consumo) e da importância valorativa da língua nacional. Utilizo as análises de Benjamim Baber (2004) sobre a “Cultura McWorld”, uma McDonaldização do mundo através da existência de “Cavalos de Tróia”, assim como os processos de Mundialização da Cultura como denunciados por Edgar Morin (2004) e Renato Ortis (1994; 1996), para analisar os impactos deste simples procedimento, aparentemente inocente dos professores e defender a importância desta reflexão, principalmente num espaço pelo qual ocorre a aprendizagem da reflexão sociológica. Concluo propondo as possíveis consequências e impactos sociais do ato de exibição de um filme legendado ou de um filme dublado durante um procedimento didático-pedagógico e enfatizando a escolha de um sobre o outro sem a influência do gosto pessoal (ética da convicção), mas a partir de uma ética da responsabilidade.

Palavras-Chave: Ensino de Sociologia; Exibição Fílmica; Recursos didáticos;

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Título do trabalho – Relato de experiência: O bullying como temática transversal no ensino de sociologia.

Autores: Arimax Marques de Messias; Débora de Farias Santos; Thayná Rodrigues dos Santos

Horário de Apresentação: 14h:01min às 14h:15min

Resumo

Trabalhou-se na disciplina de Sociologia, na Escola Estadual Moreira e Silva, durante o conteúdo de Socialização e Controle Social, questões acerca do bullying: conceito, características e implicações sociais no ambiente escolar. A partir de tal, foram utilizados métodos de pesquisa quantitativa e o aplicativo Whatsapp, permitindo a orientação para os alunos e a produção de uma atividade.

Palavras-Chave: Socialização; Bullying; Controle; Sociologia; Ensino.

Debate do Primeiro Ciclo de Apresentações – Horário: 14h:16min às 15h:15min

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Título do Trabalho – Opa! Desculpe! Errei a sala! Pensei que estava numa aula de Sociologia: Perspectivas de um estagiário de Ciências Sociais

Autores: Fabio dos Santos; Evaldo Vespasiano; Guilherme Emílio Lima Alves

Horário de Apresentação: 15h:16min às 15h:30min

Resumo

Uma das principais problemáticas da prática docente está na forma como o professor de Sociologia planeja sua aula. De que maneira essa atitude reflete positiva ou negativamente sobre o aluno do Ensino Médio e sobre o estudante de Ciências Sociais em fase de estágio? A partir da leitura de uma experiência de relatórios produzidos durante o Estágio Supervisionado, buscamos compreender as perspectivas desse aluno-formando prestes a ingressar na profissão docente como professor de Sociologia do Ensino Básico. Assim, acreditamos haver contrastes interessantes entre o que se aprende enquanto acadêmico e o que se aprende como estágio in loco.

Palavras-Chave: Prática Docente; Sociologia; Estágio Supervisionado; Aluno-Formando;

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Título do trabalho – Abordagem teórica e metodológica acerca da temática indígena no espaço escolar

Autores: Rosalvo Ivarra Ortiz; Ane Caroline dos Santos; Átila Maria do Nascimento Corrêa

Horário de Apresentação: 15h:31min às 15h:45min

Resumo

O texto a seguir relata a experiência de apresentação de intervenção pedagógica realizada através do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, realizados pelos alunos do curso de Ciências Sociais – Licenciatura na escola estadual Vilmar Vieira Matos, parceira do PIBID Ciências Sociais- UFGD, a intervenção em questão foi apresentada para turma de Educação de Jovens e Adultos – EJA e teve como a temática principal os povos indígenas de Mato Grosso do Sul, com foco no contexto sociológico, histórico, antropológico e metodológico. Desta forma, teve como objetivo ampliar a discussão sobre a questão indígena na sala de aula. Para problematizar a temática indígena na sala de aula de forma que prendesse a atenção dos alunos, o método escolhido para iniciar a apresentação foi uma dinâmica, para constatar o que os mesmos já sabiam sobre as populações indígenas no Mato Grosso do Sul que moram em nossa região, a dinâmica escolhida consistia em apresentar um mapa juntamente com um formulário para que eles marcassem quais etnias já tinham conhecido e/ou tido contato no seu cotidiano. Por assim dizer, a partir dessa reflexão inicial, foram introduzidos conceitos sobre o processo de colonização, apresentação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, Companhia Matte Laranjeira, o Barão de Antonina e a demarcação de terras. A partir da intervenção foi percebido, que os alunos em sua maioria já haviam tido contato com três ou mais grupos, mas que ainda sim havia algum resquício de preconceito falta de conhecimento histórico e reprodução de vários estereótipos, sobretudo, construídos pelas mídias.

Palavras-Chave: PIBID, Educação, Povos Indígenas, Mato Grosso do Sul

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Título do trabalho – Monitoria/Tutoria uma experiência Pedagógica

Autor: Ewerton Diego de Souza

Horário de Apresentação: 15h:46min às 16h:00min

Resumo

Relato de experiência no exercício de monitoria na formação de ciências sociais em disciplina inicial de graduação. Trarei a perspectiva de monitor e aluno em sala de aula e atividades extra sala de aula. Trago um breve panorama da disciplina e da turma, da metodologia e da avaliação. Nas conclusões procuro elucidar principais virtudes e pontos a melhorar no programa de monitoria do ICS-UFAL.

Palavras-Chave: monitoria, relato de experiência, ensino de sociologia

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Título do trabalho – As implicações do golpe 2016 contra a democracia no Brasil

Autores: Aldjane de Oliveira, Maria de Fátima Rapouso

Horário de Apresentação: 16h:01min às 16h:15min

Resumo

Anualmente o Colégio Estadual Cícero Bezerra, localizado na cidade de Nossa Senhora da Glória- Sergipe, promove a FECON – feira de conhecimento-, onde todas as disciplinas desenvolvem trabalhos, no intuito de expor, durante a culminância deste projeto pedagógico, extra sala de aula. A maioria dos professores não querem ficar responsáveis por turmas noturnas, pois seriam mais “fracas”, além de ter o agravante de praticamente todos os alunos trabalharem durante o dia, o que os deixam mais cansados e sem tanto tempo para os estudos. Juntamente com a professora de Filosofia, ficamos então com um 3º ano noturno, uma vez que vínhamos discutindo sobre as sequências de duras decisões no âmbito político no país, contra os direitos do povo duramente conquistado, portanto, os duros golpes contra a democracia. Propomos à turma nossa ideia de pesquisar, estudar, debater e construir material para exposição. Elaboramos o tema de estudos/pesquisa de nossa turma: “As implicações do golpe 2016 contra a democracia no Brasil”, muitos alunos não compreenderam, parecia que estávamos falando outra língua, pareciam não dar importância. Criamos um grupo de WhatsApp, visto à correria de as duas professoras terem dois vínculos empregatício, e não ter tanto tempo disponível naquela sala, pois as referidas disciplinas têm apenas 1 hora/aula semanal por turma. O fato de eu ter passado por um aborto, neste período, dificultou ainda mais o contato físico com meus alunos, porém mantivemos contatos frequentes e assíduas pelas redes sociais, mandávamos link’s com matérias e pesquisas, fazíamos debates, amadurecíamos ideias, mandavam fotos dos materiais confeccionados para a exposição. Inicialmente tínhamos receio de a turma não conseguir desenvolver aquela pesquisa e amadurecer nas reflexões sobre a realidades social-político-econômica. Nossa maior alegria foi ver gradativamente nossos alunos se empoderarem de discursos em prol da democracia e dos direitos duramente conquistado pelo povo. Os alunos postavam e debatiam, em outras redes sociais, sobre a importância da reflexão a respeito das mudanças que estavam acontecendo. Envolveram-se de tal forma que tomaram consciência da situação política vivida pelo pais, onde muitos cidadãos não conseguem ter oportunidades de desenvolver as mesmas reflexões. Para trabalhar este tema tivemos que enfrentar a coordenação e os olhares de alguns professores e brigar por um espaço visível para exposição durante a culminância.

Palavras-Chave: Sociologia, Ensino médio, Golpe 2016, democracia, desnaturalização, filosofia.

Debate do Segundo Ciclo de Apresentações – Horário: 16h:16min às 17h:00min.

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GT 2. Pesquisas e Estudos em Ensino de Ciências Sociais

Horários das apresentações: início às 13h:oomin.   

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Título do trabalho – A presença indígena em LDs de Sociologia do Ensino Médio

Autor: José Kleiton Vieira de Lima Ferreira

Horário de Apresentação: 13h:00min às 13h:15min

Resumo

A proposta deste trabalho e analisar como dois dos livros utilizados por professores de Sociologia no Ensino médio tem dado suporte para o cumprimento da obrigatoriedade do ensino de história e culturas indígenas no Brasil. O material se divide em duas indagações : como o LD contempla os três eixos de conhecimento das Ciências Sociais? Como questões indígenas são trabalhadas nos materiais escolhidos? As duas questões estão totalmente relacionadas visto que, embora não haja limitação real para as disciplinas de Sociologia e Ciência Politica tratarem do assunto, a configuração das disciplinas no Brasil deu a Antropologia una responsabilidade maior ao tratar de culturas indígenas .

Palavras-Chave: Livro didático; Culturas indígenas; Sociologia Ensino Médio

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Título do trabalho – Prática docente em Sociologia: identificando as principais dificuldades dos professores alagoanos

Autor: Cristiano das Neves Bodart

Resumo

A presente pesquisa buscou identificar as principais dificuldades dos professores de Sociologia do Ensino Médio na ministração dessa disciplina. Trata-se de resultados obtidos por meio de um questionário online aplicado a 90 professores de Sociologia do Ensino Básico. Dentre os resultados encontrados, identificamos que os conteúdos relacionados aos clássicos da Sociologia (Marx, Durkheim e Weber) são destacados como sendo conhecimentos não dominados e/ou que os professores possuem menor segurança em ensiná-los. Associado a essa limitação, identificamos que tais conteúdos são apontados como mais difíceis de se obter recursos didáticos para ensiná-los. Tais dificuldades parece ter relação com o fato de apenas 47,1% dos respondentes serem licenciados em Ciências Sociais, 72,8% nunca ter feito curso de capacitação e/ou aperfeiçoamento em Ciências Sociais e apenas 7,3% ter especialização nas áreas de Ciências Sociais. Além das limitações quanto à formação, 31,25% dos respondentes afirmam lecionar outra(s) disciplina(s), além de Sociologia, o que certamente dificulta uma maior especialização na prática docente e redução do tempo para dedicar-se a elaboração de estratégias didática e/ou busca de materiais didáticos de apoio.

Palavras-Chave: Prática Docente. Sociologia. Desafios

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Título do trabalho – O Docente Como Epistemólogo do Mundo: uma emersão da gnose vulgar à lucidez sociológica.

Autores: José Emmanuel Santos Virgilio e Gessyelle Catarine da Silva

Resumo

Não é de hoje que o senso comum estabelece regras e costumes nos quais deixam suas marcas nas mentalidades individuais e/ou coletivas como crenças cuja estrutura aparecem, nos indivíduos, sob o disforme ideológico, isto é, como imperfeições, linguísticas e discursivas que se manifestam de maneira deteriorada nos comportamentos, costumes e valores dos indivíduos. O docente tem uma atribuição fundamental no que se refere a desvelar, nas estruturas simbólicas, políticas e sociais, uma série de discursos cuja anfibologia polissêmica interfere naquilo que o conhecimento lúcido deve de fato buscar, ou seja, procurar os atributos gnosiológicos que confrontem o senso comum. Buscar no crivo da razão sociológica os mecanismos nos quais a vigilância epistemológica pode atuar de forma a impossibilitar a internalização de um habitus destrutivo, de ideologias e representações cujos elementos não contribuem para a lucidez intelectiva e hermenêutica dos indivíduos enquanto potencialidade inteligível. Posto assim, compreendemos o docente como agente epistêmico que corrobora para a desnaturalização fenomênica no qual os fatos devem ser construídos, ou seja, desmistificar estruturas de linguagem e atitudes, seja conscientes ou inconsciente, que os indivíduos, em função de um habitus mal internalizado adquirem no curso de suas relações sociais, que muitas vezes não identificam ou percebem as pré-noções subjacentes às suas visões de mundo, das coisas, das pessoas. A função do docente enquanto epistemólogo seria a de orientar os indivíduos em sua jornada gnosiológica acerca da compreensão do mundo em suas mais diversas dimensões e particularidades. Conhecimento racional e relacional devem guiar a metodologia do docente enquanto agente inovador do conhecimento.

Palavras-Chave: Gnosiologia, Epistemologia, Habitus, Lucidez.

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Título do trabalho – APROPRIAÇÃO E USO DO LIVRO DIDÁTICO DE SOCIOLOGIA: CONSEGUIMOS ELABORAR UMA LINGUAGEM ACESSÍVEL?

Autor: Carlos Alexsandro de Carvalho Souza

Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo empreender uma análise do livro didático “Sociologia para jovens do século XXI”, de Luiz Oliveira e Ricardo Costa, a partir da preocupação de destacar em que medida ele apresenta uma linguagem acessível, didática e com amparo explicativo dos principais conceitos e modelos teóricos apresentados. Foram aplicados 80 questionários com alunos do 4° ano do ensino médio no IFAL- Campus Murici, estruturados a partir de três eixos: 1. Expectativas acerca da utilidade da sociologia 2. Compreensão e apropriação dos conteúdos apresentados no livro didático e 3. Competências estimuladas e aprimoradas pela experiência com os estudos e materiais didáticos de sociologia.

Palavras-Chave: Sociologia; Didática; Apropriação.

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Título do trabalho – PROFESSORES DE SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: sobre a formação e os contratos de trabalho.

Autor: Amanda Kelly dos Santos Barbosa

Resumo

O presente trabalho busca refletir sobre as condições para o exercício da profissão docente no ensino médio da rede pública. Procurou-se analisar sobre as particularidades da disciplina Sociologia em sala de aula e na escola do ponto de vista histórico e didático; sobre algumas características da formação destes professores e sobre as condições precárias de trabalho de muitos professores da rede estadual que são contratados como temporários. 2. Materiais e métodos Foi realizada pesquisa bibliográfica para discussão do tema, além da utilização dos relatórios do PIBID UFAL Ciências Sociais e a observação do trabalho temporário de professores na disciplina. 3. Resultados e discussões A educação pública em Alagoas tem sido constantemente alvo de críticas em todo o país por várias razões. Um dos problemas que contribui para agravar a realidade educacional do estado é a carência de professores. Assim, na tentativa de suprir essa falta de profissionais, são realizados constantemente processos seletivos para a contratação de professores temporários, intitulados monitores. Os professores temporários das redes de ensino público são profissionais que atuam em todos os níveis de ensino, desempenham as mesmas atividades de um professor efetivo, porém sem estabilidade e com restritos direitos trabalhistas. Essa forma de contratação não é recente em nosso país, e tem se intensificado nos últimos anos (FERREIRA, 2013). Conforme Lennert ( 2011, p. 390) a composição do salário do professor temporário é feita apenas pelo valor das aulas dadas. Fica excluída a remuneração por hora– atividade referente ao planejamento de aula/atividade, assim como para o preenchimento dos diários de classe, sendo que estas são atividades essenciais à profissão, fundamentais para um bom desempenho laboral. De acordo com o edital do processo seletivo realizado no ano de 2012 no Estado de Alagoas, feito através de prova, os docentes contratados poderiam assumir uma carga horária de até 40 horas semanais, no caso de lecionar disciplinas dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino médio, com uma remuneração de R$11, 16 por hora aula, o que corresponde a 1,5 % se comparado ao salário mínimo vigente no ano de 2014. Assim, muitos professores temporários muitas vezes assumem disciplinas que não fizeram parte da sua formação, o que geralmente causa dificuldades em relação aos conteúdos. Além disso, torna-se necessário que acumulem turmas em mais de uma escola para atingir um pouco mais do valor de 2 salários mínimos. Concluímos que os professores de ensino médio das redes públicas são constrangidos por suas difíceis condições de trabalho e pelas dificuldades próprias de suas formações. Aqueles que trabalham com Ciências Sociais ainda precisam enfrentar a falta de tradição da disciplina nas escolas brasileiras e os problemas particulares dos cursos de licenciatura que lhes formam.

Palavras-Chave: Formação de professores. Sociologia no Ensino Médio. Professores Temporários.

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Título do Trabalho – Max Weber e Karl Marx: processos educacionais e capitalismo

Autor: Everton Nunes da Silva

Resumo

Esse trabalho tem como base a ideia de educação como “processos educacionais”, de uma forma mais ampla e não apenas no contexto escolar, para isso considero, e apresento, a concepção weberiana e marxista de educação, dessa forma é possível pensar a educação não apenas do ponto de vista formal. Não é possível fazer uma análise muito ampla desses processos, e sim recortes, então procuro apresentar elementos que sustentem a minha escolha a partir da discussão contida em textos que ligam a teoria proposta pelo autor ao campo de produção sobre educação. Para compreender a abordagem weberiana se faz necessário inicialmente relembrar aspectos da sua teoria, inicialmente que o autor se utiliza do construto metodológico do “tipo ideal”, como um instrumento de análise da realidade social, esse seria um instrumento com base em construções subjetivas. Não é possível pensar os processos educacionais em Marx e não tocar em dois aspectos fundantes da sua proposta. A primeira é que ele leva em consideração as contradições do sistema capitalista, e a segunda é que sua teoria não se baseia especificamente em um contexto empírico que poderíamos chamar de socialista (transição) ou comunista (estado operário), a tentativa do autor é pensar a emancipação humana e do capitalismo. Embora cronologicamente os autores não façam uma interlocução direta, e Weber produza depois de Marx, podemos citar o plano de fundo comum aos dois autores, que é o Sistema capitalista. Também podemos observar que o trabalho é tema muito caro aos dois autores, na sociologia a relação trabalho-capital (T-K) , numa perpectiva macroestrutural, foi extremamente importante para a consolidação desse campo de produção de saberes. Também os autores em grande medida, embora não usem esse conceito, tratam sobre poder.

Palavras-Chave: Marx, Weber, processos educacionais, capitalismo.

 

 

 

Atenciosamente,

Comissão organizadora.

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